Faculdade de Direito… é para mim ?

Se você tem sentido essa dúvida pairando em sua mente, não se sinta só. Direito é atualmente o curso superior mais procurado do Brasil, segundo dados da RUF (Ranking Universário Folha), seja pela exposição midiática envolvendo juízes, promotores e advogados, seja pela abertura de novas áreas ofertadas pelo mercado nos últimos anos, como o setor da tecnologia.

 

Não é nada incomum ouvir, ainda  pelos corredores da faculdade, que direito deveria ser ensinado desde a época do ensino básico: o curso é extremamente completo e não forma apenas profissionais mas cidadãos mais conscientes.

Sendo impossível afirmar as aptidões pessoais de cada um, o que deve ser feito por profissionais da área, uma das formas de escolha pelo curso é conhecendo como é cursa-lo, e o que você irá enfrentar.

COMO É SER ESTUDANTE DE DIREITO?

  • LEITURA

O velho paradigma de que estudar direito é conhecer todas as leis e saber os artigos de cabeça, é apenas paradigma. O estudante de direito deverá sim estar preparado para passar muitas horas de sua vida lendo: é a única forma de compreender como as coisas funcionam, mas é humanamente impossível decorar a legislação do Brasil. E, acredite, não dá para ser um juiz, advogado, promotor ou trabalhar em uma multinacional sem ter esse hábito presente.

Durante as aulas, os professores, em geral, apresentam um panorama da disciplina em aula, cabendo ao aluno realizar a leitura dos artigos de lei e livros sobre o assunto para complementar. As melhores universidades, aliás, não exigem em suas avaliações, apenas o que foi ensinado em sala, mas tudo que for relacionado à disciplina, portanto, a regra é clara: leitura é o mínimo para se conseguir realizar este curso.

  • ESTÁGIO

Por ser um curso ainda bastante teórico, é  necessário que o estudante inicie, o quanto antes, estágios logo nos anos iniciais da faculdade. Além de auxiliar a absorção do conteúdo ensinado na graduação, possibilita o aprendizado das questões práticas da futura profissão.

O ideal é que o aluno possa experimentar vários ambientes de estágio: junto à juízes ou promotores em gabinetes, escritórios de advocacia, bancos ou mesmo empresas que tenham setor jurídico, somente assim é possível escolher se enveredar para alguma área do direito em específico.

Além disto, para o estudante de direito, a questão dos estágios é assunto muito séria no no mercado de trabalho. Os contratantes observam categoricamente o que aquela pessoa produziu e aprendeu durante a faculdade, dentro e especialmente, fora da sala de aula.

  • AUDIÊNCIAS, NÚCLEOS DE PRÁTICA E CONGRESSOS

Nos anos finais do curso, geralmente as universidades inserem seus alunos na “prática jurídica”, programa da própria universidade que consiste em ofertar serviços jurídicos para a comunidade carente, por intermédio de seus alunos, supervisionados por professores, é necessário verificar na ementa do curso se a faculdade dispõe deste mecanismo.

Também fará parte da sua rotina como estudante de direito ir à congressos de direito, que valem horas complementares (exigidas pelas universidades), ou mesmo nota em alguns casos, bem como assistir audiências. Frise-se da importância que é assistir audiências para ir se familiarizando com os ambientes dos fóruns, postura de profissionais mais experientes, com quem você poderá aprender observando.

  • EXAME DA ORDEM (OAB)

Terror de todo estudante de direito é saber que para exercer a advocacia, caso seja essa sua pretensão, além de cursar os 05 (cinco) anos para conseguir o título de bacharel, será necessário ser aprovado no exame para fazer parte dos quadros dos advogados do Brasil.

O exame é constituído de 02 (duas) fases e é um apanhado do que se estudou durante toda a graduação. Daí a importância de ter sido um bom aluno, geralmente quem o foi é aprovado no exame sem grande sofrimento, sendo necessário apenas uma revisão de todo o conteúdo antes da prova, através de cursos ou mesmo sozinho.

  • ÁREA DE ATUAÇÃO

Concluído o curso de direito, será necessário definir uma área de atuação. Isto é: desde a escolha pela carreira pública ou privada, até em que ramo do direito irá se aprofundar.

Isto porque direito é extremamente complexo e abrangente, assim como na medicina, é praticamente impossível um médico que seja um excelente cirurgião plástico, incrível pediatra e exímio neurologista ao mesmo tempo. O profissional pode (e deve) ter breve noção de todas as áreas, mas será necessário escolher uma para se debruçar nos estudos.

  • POSSIBILIDADES NA CARREIRA

Inúmeras são as possibilidades de carreira dentro do direito. Além das escolhas clássicas no setor público como juiz, promotor, defensor, delegado, que exigirá preparação e muito estudo para enfrentar o universo dos concursos públicos, ou, como advogado em escritórios de advocacia, também sendo possível a atuação em grandes corporações.

Outra vertente é tornar-se professor nos cursos de graduação, pós-graduação e preparatórios para concursos. Para estes casos, é comum que os profissionais preparem-se para ingressar em algum mestrado desde a época da faculdade, escrevendo artigos e produzindo conteúdo científico.

Por fim, aquele que formou-se em direito e foi aprovado no exame da ordem, também poderá empreender em seu próprio escritório de advogacia. Qualquer que seja a escolha, após a graduação inicia-se a segunda etapa na carreira, afunilando o ramo e área de atuação.

 

 

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Fonte: https://ruf.folha.uol.com.br/noticias/2017/09/1918836-direito-e-atualmente-o-curso-superior-mais-popular-no-brasil.shtml